Um ano. Um ano que parece séculos, porque escolhemos este ano para mudar. E de repente as memórias da altura, aquelas que pareciam momentos insignificantes, voltam em força. A primeira vez que te falei, a primeira vez que me abraçaste…e daquela vez em que adormeci com a cabeça no teu colo.
Olho para trás e afundo-me num pântano de “e ses”, que me destrói. Porque se eu me tivesse sabido comportar há um ano, não precisava de aprender a fazê-lo agora. Bastava ter-me adaptado na altura certa.
Agora que te perdi e te volto a perder de todas as maneiras, recordo-me das conversas e dos sorrisos que deitei fora. É nessas alturas que sei que não te posso culpar por nada. Porque fui eu que me destruí e não tu. E sei agora que nós poderíamos ter sido mais do que apenas nós se eu te tivesse dado uma oportunidade. Mas estava tudo tão confuso e tão distante…
Crescemos, o tempo passou. Aprendemos a lidar com a vida e com nós próprios. Aprendemos a lidar um com o outro, aproximámo-nos, afastámo-nos. Fomos amigos e não fomos, conforme os dias passavam. E agora que passaram séculos e eu queria que me desses a minha oportunidade, tu já não estás lá. E assim te perco, mais uma vez. Para o destino e para o próprio amor, que ama a ironia mais do que alguma vez me amou a mim.
O Tempo passou e o Nós, que nunca chegou a existir, já não É nem pode Ser.
Foto: Jardim da Sereia, Coimbra. No dia em que me convidaste para o baile sem saber que eu estava a ouvir.
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